21
Ago 13

"Aqui vai a estória, o resto já que só enviei o começo, da aventura dos marmotos em terras alpinas, atrasada, mas já que se diz que mais vale tarde do que nunca e como já a tinha escrito mas não publicado por não apetecer ou não valer a pena, aqui vai para quem quiser ler, se alguém ler.....
E podem, quem quiser, alinhar a escrita às fotos, fazer um álbum tipo banda desenhada....

Viagem desencaminhada ao reino alpino da marmota ciosa.
Capitulo I : a caminho de “Zermattorne”
Primeiro dia
1.º Recolhem-se de madrugada os marmotos em gaiolas rolantes ambulantes, que se dão pelo nome de automóveis, saindo diretamente das respetivas tocas. Se esses marmotos forem grandes e manhosos podem adquirir o cognome de marmanjos.
2.º O sol desperta e os marmotos fartos de estar engaiolados param numa pradaria de serviço para o pequeno-almoço tomar. Rolam de seguida rumo a terras fronteiras ao reino onde Miguel Cervantes colocou Dom Quixote e Sancho Pança para reinarem sobre o intelecto humano. Transpondo-os agora para o modernidade, o Dom Quixote se faria transportar em automóveis velhos que a inspeção rejeitaria, leria e-books de ciberhumanóides e combateria contra as torres dos aerogeradores para tentar deitar a abaixo a eletricidade e assim libertar a sua Dulcineia moderna, não de um castelo, mas de queimar as pestanas e os olhos no computador amarrada drogadamente ao facebook. E Sancho Pança andaria com veículos já na sucata, assistiria a todas as campanhas eleitorais, acreditaria nos partidos e votaria neles com tanto acérrimo gosto como as crianças no pai Natal.
3.º O dia foi rolando com a temperatura aumentando parando os marmotos para satisfação de necessidades fisiológicas, descansarem as patas ou contemplar uma paisagem, ou todas simultaneamente.
4.º Ainda, e em consequência, do síndrome das “rond point” de “Carcainsonnia”, e visto ser o mesmo avião das rotundas, esse síndroma impregnou-se como que pestilentamente que o leitor de CDs girava, girava mas sempre com as mesmas musicas.
5.º A noite chegou e os marmotos recolheram a uma toca longe do seu território, mais ou menos comunitária, mais próxima da realidade silvestre, para comer e dormir.
Os restantes episódios seguem nos próximos dias… 

2.º Dia
6.º Levantados da toca os marmotos e com o petit dijeneu tomado retomam caminho agora mais interessados em contemplar a paisagem em múltiplos tons de verde dos prados florestas recortado pelos tons múltiplos do amarelo ao castanho dos campos cultivados de cereais ou girassóis. Surgem as montanhas dos alpes, o lago Gèneve e eis que se entra no campo de refugiados de Zermatt, tais as condições, até de acesso, já que não é permitido veículos movidos a combustíveis fósseis, só elétricos. (Julgo por isso não ser do cardápio de Zermatt a feijoada, exceto no campo de refugiados vindos do sul, liberta muito gás.)


3.º Dia
8.º O dia amanheceu nublado que cortava as cristas das montanhas com nuvens impedindo desta forma de as observar refletidas nos lagos, optou-se assim por uma caminhada pelas gargantas fundas da montanha. Contudo, um descontrolo dos controladores de GPS levou a caminhada para os lagos e para o dobro da distância prevista.


4.º Dia
9.º Choveu todo o dia, não permitindo o acesso ao cume dos sonhos de muita gente.


5.º Dia
10.º O dia clareou pouco nublado e toda a marmotada zarpou rumo ao cume e para compensar o dia anterior não caminhado embarcou de teleférico até ao alto onde se equipou com os apetrechos para a caminhada na neve e gelo. A procissão era tamanha que parecia uma peregrinação a um santuário de uma grande religião qualquer. Ao observar os caminheiros pensei que arrastava a humanidade toda a trás de mim para me “voir chier dans le sommet, mais je n’ai chiet pas, ce que m’a fait sentir un peu mal”. Subiu-se e desceu-se na claridade imensa na neve com toda a marmotagem felizarda. Regresso ao campo de refugiados.


6.º Dia
11.º Com a proposta de ver nascer o sol nas montanhas refletidas nos lagos, chegada a hora optaram por ver o nascer do sol dentro da tenda e ir aos lagos mais tarde de teleférico.
12.º No teleférico subimos e ao lago fomos ter para o Matterhorne refletido ver. Chegados lá quase logo foi infestado de turistas orientais que preste se transformou num charco “matarratos.” Na vinda deu-se pela falta de uma mochila e, talvez, em consequência da anoxia (falta de oxigénio) que até afetou as mochilas ao ponto de uma se recusar sair no ponto alto com a dona e regressar ao local mais baixo. Esta desesperada, a dona, pela sua perda quando recuperou a mochila ficou mais emocionada do que tivesse assistido a um concerto do Júlio Iglésias quando este tinha 20 anos, ou versavice. Regresso ao campo de refugiados.


Capitulo II: a caminho de “ Clamornix”
13.º Tudo preparado e a marmotagem novamente engaiolada partiu-se rumo a Chamonix Mont-Blanc. A viagem decorreu bem e até a um ritmo que as marmotas mais lentas puderam descansar e desfrutar das paisagens. Chegada ao acampamento e uma vez mais a barraca montar.


7.º Dia
14.º Dia começou apressado na conquista dos teleféricos com sobes e desces constantes quase como se estivéssemos a acompanhar os movimentos peristálticos da Terra. Na visita ao mar de gelo constatou-se que este, o gelo, tem recuado insidiosa e constantemente nos últimos anos. Regresso ao acampamento para a maioria, embora, alguém quisesse subir ao alto nem sei se com o intuito de ver alguma marmota com cio.


8.º Dia
15.º Subiu-se novamente a um alto de teleférico. Depois dispersei-me e fui visitar um glaciar que há uma dezena de anos tinha visto. Pelas minhas comparações, a frente de gelo tinha recuado umas boas centenas de metros com forte tendência para aumentar ainda mais. E assim com o aquecimento global, quase pela certeza, posso afirmar que nos próximos anos será possível ver no cimo do Monte Branco marmotas a fazer topless e até mesmo “downless”, se a eroticopornografia chegar tão alto. Daí o título da obra. Todos regressaram ao acampamento e bem.


9.º Dia 
16.º A maioria apressada para regressar a casa e alguns seguiriam a caminhada no reino alpino da marmota ciosa.
17. º Pelo caminho de regresso, que se quis sem paragem em toca dormitória o síndrome do gira-gira dos “round point” que infecciosamente o avião das rotundas contagiou os leitor de Cds e este as mesma músicas vomitava, enquanto o staff traseiro dormitava.
Fim, já chega."

by Quebra-nozes

    

publicado por Vamos Ali às 19:33

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