12
Set 17

O Vamos Ali este verão foi Dolomitar para os Alpes Italianos, atividade deslumbrante, com uma paisagem de beleza rara, durinha como gostamos, que proporcionou a todos os participantes uma experiência única. Os momentos de convívio, a partilha das emoções, a entre ajuda são momentos e vivências que ficarão para sempre na memória dos que Foram Ali.

No final da atividade, havia já o desejo de realizar a próxima, mas antes de uma nova atividade há que recordar esta e assim nasceu a ideia de “Relembrar Dolomites em Vizela”. E em Vizela porquê?? A maioria do Dolomiteiros e amigos conheciam mal Vizela, a minha terra e eu tinha vontade de os trazer cá. Assim, decidimos conhecer um pouco de Vizela, e como somos montanhistas, temos que caminhar, por isso, começamos o dia realizando o PR2 – S. Bento (S. Bento das Peras).

Este trilho tem início na Zona Ribeirinha, junto à ponte da Cascalheira. É um itinerário montanhoso, rico em património religioso e cultural, repleto de paisagem e grande diversidade de fauna e flora.

Após percorrer 2,5Km ao longo do Rio Vizela, o percurso torna-se mais montanhoso, até ao Santuário do S. Bento. No cimo do monte a 463m de altitude, através dos vários miradouros observa-se todo o concelho de Vizela. Neste Santuário observam-se capelas seculares de grande beleza e pode admirar-se uma Cista Romana. Caraterístico deste local de grande beleza, paz e oração para os crentes, são os penedos pintados de branco que se apresentam por toda a encosta do monte e que significam o agradecimento dos devotos por graças concedidas.

Depois de observar o Santuário, os Dolomiteros e amigos decidiram comer a sua sandoca ao som das concertinas e acompanhadas do cheiro a grelhados, feijoada dos visitantes que se encontravam no parque de merenda, abrindo-nos assim o apetite para mais tarde.

De regresso ao Parque das Termas, o “pulmão” de Vizela, passamos pelo AMAS e vai dai pega na canoa e faz-te ao rio, e assim foi, uns de barco, outros de canoa, outros de Paddle lá fomos para o rio mostrar as nossas habilidades!! Foi demais, momentos de diversão, descontração, muita animação e brincadeira, lá diz o ditado, liberta a criança que há em ti!!

A corrida entre a dupla Europa e Picos Versus Rocalva e Messe foi muito renhida, mas quem ganhou foi o verdadeiro canoísta, o Rooibos! O Délio atirou-se ao Paddle e fez sucesso, não é que consegui aguentar na prancha!! E o Nevão com a sua agilidade, ao fim de 10m a andar de canoa vira, pensava que nos enganava, nós sabemos ele é um grande canoísta, a canoa é que não queria nada com ele!

E andávamos nós a dar coça ao corpo no Rio, e de repente surge o Águia acompanhada sua família, então a desgraça torna-se maior, o Estorninho comandado pelo Águia começa a caça ao vira a canoa e vai tudo à água. Tal era a brincadeira que acorda o Castelo e resolve atirar-se ao Rio e mostrar os seus dotes na mariposa e depois no Paddle.

Foram momentos de pura diversão e companheirismo e com tanto desporto não é que a fome dá sinal, está na hora de remar para outras paragens…vamos ao churrasco.

E, assim foi enquanto um corta a bola ou folar, o outro grelha a carne e num instante lá estávamos nós a fazer outra atividade também muito agradável, toca a comer acompanhada de umas cervejas bem fresquinhas.

Como viemos para Vizela com a intenção de relembrar as Dolomites, chegou a hora da sessão de cinema, foi muito bom recordar aqueles dias em que me deram coça ao corpo, foram quase 90Km. Filmes espetaculares, grandes fotografias, bons amigos e muita aventura, isto é o Vamos Ali…juntos pela aventura!

Obrigada pela vossa vinda a Vizela, para mim é um orgulho pertencer a este maravilhoso grupo.

Voltem sempre e juntos somos o…Vamos Ali.

Texto da Rocalva

Participantes: Abelharuca, Carvalhinha, Castelo, Europa, Messe, Mosca Varejeira, Nevão Picos, Rocalva, Rooibos, Aguia, Andorinha e Estorninho.

21616163_1920724234919395_1801723180180595594_n.jp

21616138_1920724301586055_4913406303284158181_n.jp

 21462237_1806777229349933_3451199962346283590_n.jp

21463140_1806777136016609_6992929982627753598_n.jp

 

 

publicado por Vamos Ali às 11:38

22
Mai 17

PR 15 Arouca - Viagem à Pré-História 

Introdução 

Depois de uma noite fresquinha no parque de campismo Refúgio da Freita, de manhã, quando vi o parque de estacionamento encher-se de carros, uns já estacionados e outros a chegarem em caravana lenta, alegrei-me e pensei: “Valeu a pena ter penado…Sim, senhor, o Vamos Ali esmerou-se…” 

Ainda atrás das grades do parque, comecei à procura dos rostos conhecidos… Olhei para um lado e para o outro e nada…ninguém… Seria da minha vista??? Dois dias antes tinha ido ao oftalmologista e dei-me o desconto…Olhei melhor, apurei a vista, arregalei os olhos… Ninguém conhecido! Ninguém, vírgula, nada disso… É bem verdade que toda aquela gente pertencia a outras equipas, a outros grupos, mas lá estavam já o Picos e a Europa e poucos depois chegou a Abelharuca.  Fiquei mais descansada…Afinal, sempre íamos ali… 

Ainda esperámos 1 hora, a ver se alguém estaria atrasado (muito atrasado…), pronto…vá lá…10 minutos de espera…ou nem isso…está bem, não esperámos nada porque sabíamos que não apareceria mais ninguém…snif…! 

Depois da contagem do extenso grupo (lá estou eu outra vez a fazer “filmes”) para não perdermos nenhum elemento pelo caminho, partimos, então, numa curta viagem no tempo até à Pré- História…toc…toc…toc… 

O trilho 

Iniciámos o trilho junto ao Parque de campismo. Após alguns metros em asfalto, tomámos o caminho à direita, na direcção de Albergaria da Serra. Nesta aldeia, um pequeno canídeo andava por ali. Parecia contente por nos ver passar, mas um bocadinho arquejante por causa da coleira um bocadinho “justa”. A Abelharuca fez muitas festinhas ao cãozinho, tentou alargar um bocadinho a coleira, mas não havia mais  “furos”. Não podendo fazer mais, alertámos a dona que disse que mais tarde o marido trataria disso e faria mais um furinho na coleira do bicho. E seguimos caminho até à Junqueira, com o Caima por companhia, ora passando para a margem esquerda do rio ora para a direita, saltitando poças e charcos. O rio, aqui, ainda é um bebé…um riacho… Que será feito do Riacho, a propósito…? 

Chegados às Pedras Boroas, por volta das 11h e pouco, uma curta paragem para fazer algumas imagens destas pedras e também do grupo.  

As pedras boroas/ broas são grandes blocos de granito fracturadas, com fissuras poligonais com cinco ou seis lados, irregulares e com alguns centímetros de profundidade, que lembram a crosta de uma broa. Mas são um bocadinho mais duras que as broas de milho…E certamente menos saborosas… 

Continuámos o nosso trilho …Campos verdes, pastagens, as “meninas” arouquesas em confraternização, ruminando verdes pastos. 

Pelos céus, outros “caminhos” se cruzavam… Estava um dia bonito, embora começasse a aquecer…Uma sombrinha sabe sempre bem… Altura para confessar que já há algum tempo falávamos numa  “jolinha” muito fresquinha…Ao longe, as eólicas, uma presença  quase constante.  

Decidimos não descer à Castanheira. Afinal já todos conhecíamos o fenómeno das parideiras, as “dobradiças” andam um bocado enferrujadas (pelo menos as minhas…) e a sede ia crescendo… 

Seguimos para Cabaços, uma aldeia por onde o tempo não passou. Atravessa-se a aldeia e podemos bem sentir (e ver e cheirar…) a presença dos animais que ajudam à subsistência da pouca população que vai resistindo. O tempo não passou por aqui, mas a informação sempre vai chegando e “fotos”, não! “ Não se pode fazer fotos de pessoas sem autorização…” E a Europa apagou o quadro rural de quem, apesar da muita idade, aparentemente sem esforço, transportava às costas um enorme fardo de palha. 

Dali à Mizarela foi um saltinho…Descemos e chegámos à estrada de asfalto, de novo com o Caima a seguir-nos à nossa esquerda. Não fomos lá abaixo ver as Marmitas de Gigante, mas elas estão lá demonstrando bem o trabalho da água em turbilhão, erodindo o substrato rochoso e, ao mesmo tempo, arredondando os seixos, polindo os sedimentos. 

Mas ali mesmo à frente fica o Ponto Alto desta caminhada… Um dos pontos altos, claro… É o nome do Restaurante onde nos pudemos restaurar . Restaurar, restabelecer, retemperar forças, revigorar… Ai que fresquinhas estavam as nossas “pretinhas”…Nunca um grupo tão grande esteve tão de acordo…Cervejinhas pretas para todos! E tão boas que estavam, acompanhadas com tremoços bem temperados, frutos secos e o que mais foi saído das mochilas…E que agradável aquela sombrinha sobre a relva, com vista para o Vale do Caima e para a Mizarela. 

Com o estômago mais composto mas as pernas mais pesadas, lá nos pusemos a caminho até à aldeia do Merujal… Tal como no início da nossa caminhada, temos de novo uma história com cachorros… Dois que andavam por ali à solta, felizes e contentes… Quem não estava muito contente era a dona do mais pequeno, que não o conseguia apanhar e levar para casa… Tivemos que montar o cerco àquela amostra de cão que parecia bem divertido a rabiar uns e outros… Por fim, lá foi apanhado e levou umas palmadas no focinho por se ter portado mal…  

Mais uns metros até ao Parque de campismo e completámos a nossa caminhada que perfez 15kms… Bem bom! 

Obrigada ao Picos, à Europa e à Abelharuca,  pela excelente companhia, e a todos os outros que não puderam estar connosco mas foram lembrados. 

Pyrenaica 

Um aparte: No dia seguinte voltei ao Merujal, ao largo onde o cãozito nos andou a rabiar,  porque me ficou nos olhos um monte de toros que ali estava… Queria um toro daqueles para um banquinho. Eram tão perfeitinhos…Não tive sorte. O dono da lenha não estava em casa nem por perto. Acho que temos que lá voltar… 

Texto realizado por Pyrenaica

Participantes - Abelharuca, Europa, Picos e Pyrenaica

IMG_1855-1.jpg

IMG_1866-1.jpg

IMG_1898-1.jpg

 

 

 

publicado por Vamos Ali às 22:22

Segue-nos no

subscrever feeds
Meteorologia

Porto

Meteorologia por Freemeteo.com
pesquisar
 
Algumas noticias
Caminhar com a INATEL
"Para todos aqueles que gostam de conviver com a natureza, eis a oportunidade de caminhar com a Fundação INATEL e descobrir os trilhos e beleza que o nosso país esconde, tendo assim a possibilidade de contactar e desfrutar das bonitas paisagens, que se desdobram numa harmonia de luz, cor, sons e fragâncias..."clica aqui para saber mais